Batalhão Câmara Cascudo

5º BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR - BATALHÃO CÂMARA CASCUDO


Criado pelo Decreto nº 11.531, de 03 de dezembro de 1992. Instalado no dia 4 de maio de 1993, que teve como primeiro comandante o tenente coronel PM Hugo Nunes de Melo, cuja primeira sede foi o Quartel do Comando Geral da PMRN, na Av Rodrigues Alves, no Tirol. Quinto Batalhão de Polícia Militar, denominado "Batalhão Câmara Cascudo" unidade orgânica do CPC, com sede no conjunto Pirangi, tem como área de atuação o perímetro urbano compreendido pelas Zonas Sul e Oeste da Capital.


Usando como marcos limites: ao Norte a avenida Bernado Vieira, à leste, trecho da Via Costeira (Parque das Dunas de Capim Macio), ao Sul a Rota do Sol e à Oeste, Km 06 e Guarapes.
Atua ostensivamente competindo-lhe:
Executar o policiamento ostensivo geral, a pé e motorizado, inclusive o serviço de Rádio Patrulha;
Desenvolver atividades de natureza preventiva, necessárias a preservação da ordem pública;
Cooperar com atividades de:
Preservação e repressão da violência, contra a mulher, a criança, o adolescente e o idoso.
Constituem elementos de execução do 5º BPM:
1ª e 2ª Companhias de Policiamento Ostensivo;
Companhia de Rádio Patrulhamento;
Pelotão de Comando e Serviços.
Para a aplicação dos elementos subordinados, são empregados as seguintes modalidades: a pé, motorizado, postos fixos, cobertura de eventos, guarda de estabelecimentos públicos, entre outros.

PATRONO DO 5º BPM - CÂMARA CASCUDO



Luís da Câmara Cascudo, folclorista, escritor e professor, nasceu em Natal, RN, em 30/12/1898, e faleceu na mesma cidade, em 30/7/1986. Filho único do coronel Francisco Cascudo, da Guarda Nacional, em 1918 iniciou-se no jornalismo, publicando ensaios e crônicas no jornal A Imprensa, mantido por seu pai, em Natal.


No mesmo ano transferiu-se para Salvador BA, onde fez o curso de medicina até o 4° ano. Desistindo da carreira de médico, resolveu estudar direito em Recife PE, formando-se em 1928. Ainda nesse ano iniciou-se no magistério, começando como professor de história do Brasil no Ateneu Norte-Rio-Grandense, em Natal, cidade onde sempre residiu.
Dedicando-se ao estudo das tradições populares e do folclore nacional, produziu uma obra copiosa, com imensa atividade em seu Estado, tendo criado (e participado de) diversas instituições culturais.
À frente de um grupo de intelectuais, foi o responsável pela primeira apresentação de uma chegança-de-mouros numa casa de espetáculos, realizada no Teatro Alberto Maranhão, de Natal, em 1926. Pesquisou e reabilitou folguedos populares brasileiros, lutando junto a órgãos oficiais para que protegessem essas tradições.
Fundador da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras em 1936, no mesmo ano orientou, juntamente com Valdemar de Almeida, o lançamento da revista Som. Designado “historiador da cidade de Natal” em 1948, por decreto do então prefeito Sílvio Pedrosa, no mesmo ano foi um dos responsáveis pela criação do curso de violão no Instituto de Música do Rio Grande do Norte, instituição de que foi (1960) nomeado presidente de honra.
Em 1951, com a criação da Faculdade de Direito, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, foi nomeado professor da cadeira de direito internacional público. Aposentando-se em 1966, recebeu o título de professor emérito dessa universidade, cujo Instituto de Antropologia recebeu o seu nome. Foi secretário do Tribunal de Justiça, aposentando-se em 1959 como consultor jurídico do Estado.
Em 1970 recebeu o prêmio Brasília de literatura, pelo conjunto de sua obra, concedido pela Fundação Cultural do Distrito Federal. Tradutor e anotador de obras fundamentais para o conhecimento da formação brasileira, realizou viagens de estudos à África, Europa e quase todo o Brasil.
Pertenceu a diversas entidades culturais do país, entre as quais o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, a Academia Nacional de Filologia, a Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro e a Sociedade Brasileira de Antropologia e Etnologia, tendo recebido condecorações e títulos honoríficos de várias instituições, tanto no Brasil como no exterior.
Autor de mais de 160 livros e de inúmeros estudos sobre a cultura brasileira, sua enorme atividade intelectual foi bibliografada por Zila Mamede (Luís da Câmara Cascudo: 50 anos de vida intelectual. 1918-1968. Bibliografia anotada, 2 volumes em 3, Natal, 1970).


http://jotamariabatalhaocamaracascudo.blogspot.com.br/

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